Prius, o carro híbrido que diminui emissões de poluentes e consumo de combustível

Carros híbridos soam como coisa de gringo por aqui e, seja sincero, você mal sabe como funcionam. No entanto, devagar e silenciosamente como seus motores elétricos, eles vão chegando para explicar. Agora você terá a chance de conviver com mais um desses modelos que serão as peças-chaves no seu cotidiano em um futuro próximo.

Lançado em 1997 no Japão, o Toyota Prius surgiu como uma realidade aceitável na busca para diminuir emissões de poluentes e consumo de combustível no planeta, sem que você sacrificasse o seu modo de vida. Um motor elétrico trabalhando em sinergia com outro a combustão, com grande autonomia e produzido em larga escala era uma ideia tão complicada quanto a paz na Palestina. Mas a Toyota o fez. Em pouco tempo ele ganhou as ruas da Europa e dos EUA e tornou-se referência para as montadoras.

Passados 15 anos, ele já está na 3ª geração, deu vida a 18 modelos com propulsão híbrida da marca e levou a Toyota ao topo do ranking de vendas desse tipo de veículo. De 1997 para cá, já são mais de 4 milhões de unidades no mundo. Isso sem falar no estímulo que gerou na concorrência.

O modelo que chega ao Brasil em outubro é o da atual geração, apresentada durante o Salão de Tóquio de 2011. É o mesmo que toma de assalto as ruas da Califórnia, Nova York, Tóquio e Amsterdã. Ele tem motor 1.8 de 99 cv – que trabalha em ciclo Atkinson, diferente do ciclo Otto convencional – de estrutura compacta, e está preparado para atuar junto com o propulsor elétrico, que gera mais 39 cv combinado ao da gasolina.

uardadas as devidas proporções, o Prius é o Fusca dos híbridos, o “híbrido do povo”. Por aqui, o fator que complicará essa máxima mundial será o preço. Sem os incentivos fiscais que fazem dele um carro de valor aceitável nos EUA e na Europa, onde há bons descontos para híbridos, e com a xenofobia tributária imposta pelo governo, o Prius custará, no mínimo, R$ 130.000. Sem impostos e no pior dos cenários, ele teria preço próximo dos R$ 70.000. A conta só fecha, porém, quando se aplica os 35% de imposto de importação, os 13% de IPI para carros até 2.0 a gasolina e mais os 30% de IPI extras pelo pecado de ser fabricado no Japão. A soma ultrapassa os R$ 135.000.

Se você esquecer esse empecilho, o Prius servirá como referência do que um carro precisa para fazer a diferença no futuro. Mas a surpresa com o visual é diretamente proporcional ao estranhamento. Salvam-se o desenho dos faróis e o para-choque dianteiro. Em compensação, tudo no Prius é funcional. No teto há duas ondulações, que dão melhor fluxo de ar. A dianteira baixa e curta e o aerofólio traseiro também funcionam nesse sentido. Tal conjunto cria um baixo coeficiente de arrasto (Cx): apenas 0,25.

A bordo, é impossível não se impressionar com o grande painel digital central, que além das informações básicas traz uma espécie de central informativa de como o motor elétrico e o a gasolina trabalham. Você pode saber quanto da carga elétrica está sendo usada, quanto da energia do motor a propulsão vai para recarregar as baterias e até a proporção de energia gerada pelos freios, que também recarrega as baterias do propulsor elétrico.

Ele ainda faz contas minuto a minuto para lhe mostrar em quais trechos você gastou mais combustível. Chega a ser um perigo para quem gosta de números. Afinal, você tem de olhar para a frente, certo? A condução é fácil, mas requer prática. Seu freio de estacionamento está no pé e quando você aciona a ignição apenas sabe que ele está pronto por um “welcome” escrito no painel digital, pois não há nenhum ruído que lhe avise ser possível partir.

manoplinha azul que dá vida à transmissão CVT não fica na posição que ela mesmo indica. Você deve levá-la para a esquerda e movimentá-la para cima e para baixo para ver, no painel digital, em qual dos modos está (drive, ré ou neutro). Depois, a manopla voltará sempre para a mesma posição. Com um toque para baixo é acionada a função “B”, que regenera a energia dos freios com mais intensidade.

Em Drive, ele sempre partirá em modo ECO, mas no console há três botões para afinar a condução. Caso você esteja preso em um trânsito caótico e com a bateria cheia, não hesite em acionar o EV (sigla de Eletric Vehicle). Assim, o Prius se mantém apenas com o propulsor de 650 volts funcionando até os 50 km/h. Sem barulho, sem poluição. Mas este modo requer calma com o acelerador: uma pisada mais funda e entra em ação o motor a gasolina. Usando essas duas opções de condução, rodam-se incríveis 19,3 km/l! Ele até poderia valer para você compensar o gasto a mais na compra. Mas ao compará-lo com modelos econômicos nacionais, os R$ 100.000 a mais pagos certamente não seriam recuperados nesta década.

Ele também se diferencia de carros econômicos “comuns” pelo excelente espaço interno, principalmente para quem viaja atrás, e pelo nível de equipamentos. Há bancos de couro, sete airbags, ABS, ar-condicionado digital, trio elétrico, tudo de série. O desempenho é bom, em se tratando de um carro com consumo tão excepcional. Mas parece que ele tem menos do que os 138 cv divulgados. A culpa é dos 1.390 kg de peso. Mesmo em modo “Power”, onde há 25% a mais de força para acelerar, ele não consegue empolgar.

Custos de manutenção e tempo de garantia não foram revelados. Segundo fontes, serão baixos e servirão para alentar a decepção com o valor tão alto proposto quando você se encontrar com o futuro dos carros. Algo que o mundo já conhece há tempos…

Fonte: http://carroonline.terra.com.br/noticia,8856,prius-e-a-primeira-peca-do-seu-futuro

Sobre a DryWash
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