Novo material utiliza fibra de sisal e PET reciclado

Plasticizantes obtidos a partir de fontes renováveis permitiram o aumento da flexibilidade do compósito

São Paulo – No Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP uma pesquisa desenvolveu materiais compósitos a partir da mistura de fibras de sisal, matéria-prima de fonte renovável, e PET reciclado. Para reduzir a temperatura de fusão durante o processamento e evitar a decomposição das fibras, o trabalho da química Rachel Passos de Oliveira Santos utilizou plasticizantes, também obtidos de fontes renováveis, que aumentaram a flexibilidade dos materiais. Os compósitos criados na pesquisa que apresentaram maior resistência poderão ser utilizados pelas indústrias, em aplicações não-estruturais, como partes internas de automóveis.

A pesquisa desenvolveu uma metodologia de processamento de compósitos baseados em poli (tereftalato de etileno) reciclado (PET reciclado) e fibras de sisal. “A escolha destes materiais foi em parte motivada pelo fato de o Brasil ser o maior produtor mundial de sisal e o segundo maior reciclador de PET em 2010, superado apenas pelo Japão”, aponta Rachel.

Para diminuir a temperatura de fusão do PET reciclado (265 graus Celsius), a fim de evitar a decomposição térmica das fibras durante o processamento, plasticizantes como o acetil tributil citrato (ATBC), tributil citrato (TBC), glicerol, óleo de mamona e óleo de soja epoxidado (OSE) foram acrescentados às formulações dos compósitos. “Estes plasticizantes foram escolhidos por serem oriundos de fontes renováveis, assim como por possuírem grupos nas respectivas estruturas com afinidade com grupos presentes em ambos, fibra e PET reciclado, ou seja, buscando também ação como compatibilizantes”, afirma a pesquisadora.

Na pesquisa foram testadas nove formulações diferentes de compósitos preparados a partir de PET reciclado, fibras de sisal e diferentes tipos e misturas de plasticizantes. “Os compósitos foram submetidos a análise térmica por calorimetria exploratória diferencial (DSC) e termogravimetria (TG).

Estes materiais também foram submetidos aos testes mecânicos de resistência ao impacto Izod, resistência a flexão e análise térmica-dinâmico-mecânica (DMTA)”, diz Rachel. “Adicionalmente, foi avaliada a superfície de fratura dos compósitos, pós-ensaio de impacto, por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Estes materiais também foram avaliados em relação a afinidade com a água via testes de submersão no líquido”.

Fonte: http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/sustentabilidade/noticias/material-composito-utiliza-fibra-de-sisal-e-pet-reciclado

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