Enchente: o quanto seu carro resiste?

Hoje contamos com o post da nossa convidada Michele Monte Mor, Jornalista e Editora de Conteúdo do Site DiárioMotors e do Portal DiárioWeb. Em seu post, Michele falará sobre os riscos que seu carro pode enfrentar ao ser atingido pelas enchentes e como devemos agir caso isso aconteça. Confira abaixo o post completo!

Ano passado dirigia em uma rua no centro de Rio Preto quando fui surpreendida por uma forte chuva. Passei por um ponto de alagamento e…nada. O carro parou de funcionar….Confesso que fiquei desesperada. Consegui sair do meio da rua em ponto morto e liguei para o mecânico. Ele me disse para esperar um pouco, que talvez tivesse entrado um pouco de água e dado um choque térmico. Minutos depois, consegui religar o carro e fui embora. Nada de grave aconteceu.

Você já teve de passar por uma área alagada? Soube o que fazer? E você por acaso já pensou na eficiência do seu veículo ao passar por enchente? Vou aproveitar essa época de chuva para falar de um novo estudo desenvolvido pelo CESVI Brasil. Ele trata sobre veículos e danos resultantes de enchentes e tem a finalidade de oferecer um indicativo técnico para toda a cadeia automotiva, e também para o consumidor final. Trata-se do Índice de danos de enchente – ranking que indica e compara a eficiência de cada veículo em manter seu funcionamento quando envolvido em alagamento.

O estudo classifica os possíveis danos em função das características mecânicas e eletroeletrônicas dos veículos. A classificação é apresentada em um intervalo de 0,5 a 5 estrelas, podendo intercalar notas com 0,5 estrela (2 estrelas e meia, por exemplo). Quanto maior a nota, menor os riscos de danos de enchente. Ficou curioso para saber se seu carro é resistente ou não? Para verificar o índice, acesse o site do Cesvi Brasil

O que fazer ao “cair” em áreas alagada

A primeira coisa a fazer é manter a calma. Caso o motor morra durante a travessia, jamais tente dar a partida, mantenha-o desligado e remova o veículo até uma oficina. Diante da possibilidade de admissão de água, essa prática reduz o risco de danos causados ao motor por um calço hidráulico. “Já vi vários carros com motor fundido por causa disso”, explica o mecânico Emerson Aro.

É prudente que o veículo, durante o alagamento, seja dirigido em baixa velocidade, mantendo uma rotação maior e constante ao motor, em torno de 2.500 RPM, o que diminui a variação do nível da água e seu respingar junto ao motor, dificultando sua admissão indevida e a contaminação de componentes eletroeletrônicos, melhorando a aderência e a dirigibilidade do veículo. “O ideal é dirigir lentamente. Ao entrar em uma poça de água em alta velocidade, o choque térmico pode ser altamente prejudicial”, diz Emerson.
No caso de veículos equipados com transmissão automática, a troca de marchas deve ser feita manualmente.

É recomendado desligar o ar condicionado, reduzindo assim o risco de calço hidráulico. Essa prática impede que alguns componentes joguem água na tomada de ar do motor. Veículos rebaixados e turbinados, na maioria das vezes, apresentam maiores riscos de sofrer calço hidráulico; por isso, é aconselhável manter a originalidade da montadora.
Pode haver, entre outros, a contaminação do cânister, do óleo da transmissão, do(s) eixo(s) diferencial(is), no caso de veículos com tração traseira ou mesmo quatro por quatro, o que determina a redução da vida útil dos componentes integrantes desses conjuntos, além de riscos acentuados de falhas na embreagem, suspensão e freios. Para combater os efeitos dessa possibilidade, é recomendável encaminhar-se rapidamente até uma oficina e solicitar a avaliação desses itens.

Autor: Michele Monte Mor
Blog: www.diarioweb.com.br

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