De onde vem o gasto de água?

Verões rigorosos, estiagens ameaçadoras, secas em potencial já não são mais novidade no país em que vivemos. Bem como os colapsos no abastecimento de água de cidades grandes

É geralmente nesta época do ano que a população também percebe – não por falta de experiência – que o uso mal administrado da água pela população traz a possibilidade de danos incalculáveis à população.

Deixar torneiras pingando, demorar no banho, exagerar na limpeza de quintais e calçadas com a mangueira, usar mais água do que o necessário na hora de lavar louça, lavar o carro com a mangueira. Todos estes são exemplos de fatores que levam, pouco a pouco, à crises no abastecimento de água.

O consumo médio de água por cada habitante dá-se por volta de 150L/dia. Embora este consumo tenha estado estável nos últimos 5 anos, não há indícios de que o brasileiro esteja tentando diminuir este número. Em contrapartida, existe ainda a falta de conscientização do governo.Conscientização esta, que poderia ajudar muito para diminuir o risco de secas, mantendo longe a necessidade de um racionamento de água.

Mas o problema vai mais fundo do que se pensa. O ideal seria o reuso de água captada do escoamento de chuvas. “A água que sai de nossas torneiras hoje tem requisitos de qualidade elevados para ser potável” diz o professor Geraldo Silveira, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Santa Maria.

Para se lavar um copo sujo hoje, são utilizados dois copos de água limpa, e esta proporção só tende a nos levar ao que vemos hoje: colapsos no abastecimento de água, reservatórios em níveis críticos, e a nuvem negra do racionamento assolando o governo e a população, num país que tem como trunfo a sua vantagem em recursos hídricos.

 

Referências:

Revista Superinteressante – ideias verdes

Blog MedindoAgua – usos finais da água

Guia do estudante – Consumo de água no mundo

Revista Exame – Consumo de água aumenta mesmo com bônus em SP

Sobre Marcelo dos Anjos

Estudante de Publicidade e Propaganda, ama design, fotografia, desenho e sonha ser um ilustrador quando se tornar gente grande. É responsável pelo setor de comunicação interna e externa da empresa DryWash.
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